A seguradora Univé, sediada nos Países Baixos, anunciou a implementação de uma estratégia focada na preparação da sua força de trabalho para a utilização de inteligência artificial. Segundo a empresa, a iniciativa baseou-se na adoção do ChatGPT Enterprise, uma ferramenta que permitiu escalar a utilização de modelos de linguagem em diversos departamentos, visando otimizar processos internos e aumentar a eficiência operacional dos seus colaboradores.
O sucesso desta iniciativa, de acordo com a organização, dependeu de uma combinação estruturada de três pilares fundamentais: liderança ativa, governação responsável e incentivo à inovação liderada pelos próprios funcionários. A empresa sublinha que a transição foi desenhada para garantir que a tecnologia fosse integrada de forma segura, respeitando os protocolos de privacidade e conformidade exigidos pelo setor segurador europeu.
No que diz respeito à governação, a Univé estabeleceu diretrizes para a utilização da inteligência artificial, assegurando que a supervisão humana permanecesse no centro de todas as decisões críticas. Esta abordagem permitiu que os colaboradores explorassem novas formas de trabalhar, utilizando a ferramenta para automatizar tarefas repetitivas e melhorar a análise de dados, sem comprometer a integridade das informações dos clientes ou a qualidade do serviço prestado.
A inovação liderada pelos funcionários foi outro dos motores desta transformação. Ao permitir que as equipas identificassem, por iniciativa própria, os casos de uso mais relevantes para o seu dia a dia, a Univé conseguiu criar uma cultura de experimentação. Este modelo descentralizado de adoção tecnológica facilitou a integração da inteligência artificial em fluxos de trabalho específicos, tornando a transição mais orgânica para os diversos departamentos da seguradora.
A empresa destaca que a formação contínua e o diálogo aberto sobre as capacidades e limitações da tecnologia foram cruciais para manter a confiança das equipas durante todo o processo de mudança organizacional. O caso da Univé ilustra como a combinação de ferramentas avançadas com uma estrutura de governação robusta pode potenciar a produtividade, utilizando a inteligência artificial como um complemento às competências humanas no setor segurador.
Porque importa
Este caso demonstra como empresas tradicionais do setor segurador podem integrar IA generativa de forma estruturada, equilibrando a inovação tecnológica com a segurança e a conformidade regulatória, servindo como um modelo de transformação digital para outras organizações europeias.