A empresa Firebird anunciou oficialmente a abertura da maior fábrica de inteligência artificial na região da Comunidade de Estados Independentes (CIS), localizada na Arménia. Esta infraestrutura, que representa um marco na expansão global de centros de dados especializados, foi concebida para fornecer a capacidade computacional necessária para o treino, ajuste e implementação de modelos de IA à escala. A cerimónia de inauguração contou com a presença de figuras políticas de relevo, incluindo o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, sublinhando a importância estratégica deste investimento para o desenvolvimento económico e científico da nação.
O projeto baseia-se numa arquitetura de alto desempenho que integra tecnologia da NVIDIA e servidores Dell PowerEdge. Segundo a Firebird, o objetivo é expandir a capacidade instalada para mais de 70.000 unidades de processamento gráfico (GPUs) das famílias Rubin e Blackwell até ao final de 2027. Esta expansão visa atingir uma capacidade de infraestrutura de 300 megawatts, permitindo que investigadores, universidades e empresas locais desenvolvam soluções de inteligência artificial adaptadas às suas prioridades nacionais e linguísticas, reduzindo a dependência de infraestruturas externas.
Para garantir a eficiência energética, a fábrica utiliza a plataforma NVIDIA DSX, um sistema co-projetado que combina computação acelerada, rede, energia e refrigeração. A empresa indica que esta tecnologia permite operar até 40% mais GPUs na mesma área física, otimizando a produção de tokens por dólar e maximizando o valor extraído de cada megawatt consumido. A gestão térmica e elétrica do centro de dados foi assegurada por parcerias com a Vertiv e a Schneider Electric, que forneceram sistemas de refrigeração avançados e infraestruturas de distribuição de energia de baixa e média tensão.
A ambição da Firebird estende-se para lá das fronteiras arménias, com um roteiro de infraestrutura que prevê atingir cerca de 2 gigawatts de capacidade, abrangendo também o Cazaquistão e outros mercados regionais. A NVIDIA confirmou a intenção de investir na empresa, reforçando o apoio financeiro que já tinha sido iniciado pela CoreWeave no decorrer deste ano. Estes investimentos são fundamentais para que a Firebird possa consolidar a sua presença em mercados emergentes, criando clusters de computação avançada que atraiam talento e inovação global.
A procura inicial por estes serviços já se faz sentir, com empresas nativas de IA, como a Perplexity, a estabelecerem colaborações para aceder a esta infraestrutura de alto desempenho. A rapidez na execução do projeto, concluído em pouco mais de seis meses, demonstra a capacidade da Firebird em transformar planos ambiciosos em capacidade operacional. Com esta infraestrutura, a Arménia procura posicionar-se como um polo de atração para empresas internacionais que necessitam de processamento robusto para os seus agentes de IA e motores de resposta.
Porque importa
A criação de fábricas de IA soberanas permite que países e regiões desenvolvam as suas próprias capacidades tecnológicas, reduzindo a dependência de infraestruturas globais centralizadas. Este investimento na Arménia demonstra como a infraestrutura física é o alicerce necessário para a inovação em IA, permitindo que empresas locais e internacionais escalem modelos complexos com maior eficiência energética e proximidade geográfica.